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Show Zeca Baleiro - 14/09 - Philarmônica, Rio Claro.

Teve show do Zeca Baleiro aqui. E gostaria muito de escrever uma boa resenha sobre esse show, como fiz com o show do Lobão. Mas, infelizmente, não será muito possível isso.

Não vou escrever sobre o talento do Baleiro. Ele tem boas músicas, presença de palco. Merece o sucesso que possui. Agora, o que não merece elogios foi a organização do show. Ouvi muitas reclamações após o término. Não, ninguem veio reclamar diretamente a mim, mas prestei atenção nos comentários que eu ouvia.

Houve o boato de que a empresa responsável teria vendido muito mais ingressos que a casa consegue suportar. Esse "mais", pelo que fiquei sabendo, ficou entre 30% e 60%. Não sei dizer se isso é verdade, mas a impressão que tive é que foi vendido muito mais ingressos. Estava muito, mas muito cheio. E quente! Em menos de 10 minutos gotas de suor já apareciam em minha testa.

Outro problema foi como o som foi disposto. Apesar de ser uma "filarmônica", a acústica não é uma das melhores. Não para esse tipo de show. Havia lugares que se ouvia apenas ruídos. Mas dos lugares possíveis de se ouvir, deu para perceber que o técnico de som fez milagre.

Mais um problema: seguranças. Esses macacos acefálos deveriam ter aulas de boas maneiras, e não agir como trogloditas. Principalmente com a imprensa. Não sou jornalista, mas eu estava lá representando uma mídia. E mesmo se eu não fosse, educação é um item básico e obrigatório em qualquer profissão. A falta de educação de um deles me resultou em algumas fotos tremidas e uma câmera quase quebrada.

Assim parece que o show foi péssimo. Muito pelo contrário, muitas pessoas gostaram. Aquelas que conseguiram um bom lugar, gostaram. Baleiro cantou seus maiores sucessos, vários deles cantados em unissono pela platéia. A organização do show acertou em colocar telões em lugares onde realmente não era possível ver o palco.

Claro que eu gostaria, e muito, de escrever uma boa resenha. Tenho a impressão de que pratiquei jornalismo gonzo. Abaixo algumas fotos do show, as que eu acho que valia a pena.


ps.: abaixo é post novo também!

Blá blá blá deWagner às 06:04 9 blá blá blás

Jam do Sofá - Cia Paulista - 27/07/2007

Frio, muito frio. Essa foi a madrugada aqui em Rio Claro. E mesmo com o frio, eu fui ao Cia Paulista, munido de uma câmera fotográfica e boas expectativas.


Afinal, era a Jam do Sófa. Essa Jam reuniu membros das melhores bandas de Rio Claro: Forffé, Beatless, Technicolor e Samba Nêga. Todas são bandas covers, mas com qualidade excelente, e um bom gosto para fazer o repertório.

Infelizmente só tinha 40 pessoas presentes. 41, contando comigo. Para entender o porque desse pouco público, faça a seguinte mistura: rodeio em cidade do interior de SP+frio. Fácil imaginar o resultado.

Ainda bem que foi poucas pessoas. Um repertório já fixo lotado de músicas improvisadas. De Elvis a Gilberto Gil, passando por Karnak. Como diria aquela emissora de rádio: "as melhores".

Os músicos conseguiram criar um clima de amizade, ou como eu prefiro definir, aquele clima de final de churrasco. Todo mundo entre amigos. E realmente tinha muitos amigos presentes. Encontrei algumas pessoas que eu não via já um bom tempo.

Enfim, foi uma noite muito show. Tirando o frio intenso da madrugada, claro.

Blá blá blá deWagner às 13:45 14 blá blá blás

Cuidado com o Lobo! Show Acústico do Lobão, em RC.

A MTV brazuca já produziu vários acústico. Alguns foram excelentes, como o do Titãs, Capital Inicial e Ultraje a Rigor. De outros eu esperava mais, tal qual foram o do Engenheiros do Hawaii, Rita Lee e Paralamas do Sucesso. E tem os totalmente desnecessários: Charlie Brown Jr, O Rappa e Marcelo D2.

Este acústico do Lobão se enquadra na categoria excelente. Se ainda não ouviu, recomendo que escute.

Antes de mais nada, deixa eu avisar que fui, infelizmente, sozinho ver o show. E o mais incrível, e chato também, é a capacidade que tenho de encontrar casais conhecidos quando eu estou só. Saco!

O show foi demais. Infelizmente o GG não estava lotado, tinha um número razoável de pessoas, mas a casa aguenta bem mais do que teve. O público, no geral, era constituído por pessoas acima da casa dos 20 anos. Mas tinha uma pirralhada que, graça a Deus, ficaram lá no fundo, e não na frente, enchendo o saco de quem realmente quer ver o show.

Antes do show, teve a abertura de uma banda fraca, chamada Os Lendários. O repertório era constituído principalmente de música nacionais que eu costumo chamar de "músicas-carne-de-vaca". Geralmente são essas músicas que as bandas que estão começando costumam tocar e que todo mundo está cansado de ouvir. As vezes me dava vontade de ir lá e puxar o fio da tomada. Claro que não fiz, mas sempre que eu passava perto do palco, a mão coçava para fazer isso. Um recado para essa banda: ensaiem mais, por favor. E façam um repertório melhor. E nunca mais tentem tocar Pink Floyd. Se não sabe tocar, não toque!

Para a alegria dos meus ouvidos, a banda terminou e o show do Lobão começou. Confesso que nunca vi em um palco tanta variedade de violão, viola, banjos, banjolins, cavacos e afins. O cenário era simples, com algumas decorações que foram utilizadas no acústico apresentado na tv. Quase todos os músicos estavam emparelhados na frente, tirando apenas a bateria, a percussão e os teclados, que faziam a linha de fundo.

A apresentação é aberta com a mesma música que abre o cd (El Desdichado II), para mostrar que o show vai ser bom, logo seguida de Essa Noite Não. Após essas duas, Lobão conversou com o público. Aliás, o mais legal do Lobão que ele conversa com o público como se todos estivessem em uma mesa de bar. Essa humildade deixou o show muito melhor.

Ele tocou três músicas que não foram gravados no acústico. Robô, Roboa (no inicio), a tapa-na-cara-do-Rio Samba da Caixa Preta (perto do fim) e a excelente Revanche (no bis). Revanche, alias, foi feita a vinte anos atrás e continua atual. "Infelizmente", nas palavras do Lobão.

Preciso confessar que abri um sorriso de uma orelha a outra quando ele tocou as minhas preferidas: Bambina e Você e a Noite Escura. Me Chama, Noite e Dia foram cantadas em coro pelo público presente. Foi engraçado a introdução que ele fez antes de começar a tocar Pra Onde Você Vai: "essa é a música mais dor-de-corno que eu já fiz".E Me Chama, segundo ele, é a "bolero de puteiro".

Uma parte divertida, no bis, foi quando um amigo meu, que estava do meu lado na hora, gritou "toca Vida Bandida" e o Lobão responde: "Pô cara, juro que a gente nem ensaiou essa música. Desculpe". É fácil deduzir que para o Lobão escutar isso, significa que estavamos na primeira fila, quase colados com o palco.

Só um adendo: ele conversou bastante com o público. Realmente, parecia que o show era entre amigos apenas.

Após o show, eu convidei esse meu amigo e sua namorada a entrarem no camarim juntamente comigo. Foi até engraçado, pois fui na porta que dá acesso aos camarins, mostrei o crachá de imprensa para o segurança e ainda disse "o casal está comigo". O segurança deixou eles passaram numa boa.

Mas como nem tudo nessa vida é alegria, a bateria da câmera acaba justamente quando eu iria tirar uma foto com o Lobão. Mas tudo bem, como recompensa eu consegui pegar um autografo e fazer algumas perguntas:

Eu: O seu acústico está excelente. Na minha opinião, um dos poucos produzidos que realmente vale a pena. Por acaso a MTV impos alguma restrição, ou determinou que alguma música tinha que estar obrigatoriamente no cd?
Lobão: Obrigado pelo elogio, cara. Não, a MTV (leia-se eme-te-ve) não me impos nada. Tanto que você pode ver que não gravei nem Vida Bandida e nem Vida Louca Vida, que seriam as mais conhecidas.

Eu: Ah tá, que legal. E, caramba, a versão acústica de Você e A Noite Escura ficou do caralho. Tão bom quanto a original.
Lobão: Cara, eu também gostei. E ela é uma música complicada de se tocar acústica, pois o ritmo dela original é um rock mais pesado. E eu percebi que você cantou ela praticamente do começo ao fim.

Infelizmente não consegui mais fazer perguntas porque o segurança estava apressando o pessoal a sair.

No fim, como vocês podem ver, a noite valeu a pena. Não foi perfeita, mas valeu. Abaixo vocês conferem algumas fotos que eu tirei.

PS.: E o cara ficou com a minha caneta vermelha. Foi a única caneta funcionando que eu tinha achado em casa.

Blá blá blá deWagner às 09:04 15 blá blá blás